Há momentos em que nos sentimos vulneráveis, fracos, pequenos em decorrência de um acontecimento no dia. Parece que todas as pessoas, objetos e sentimentos estão contra nós. Tudo girando ao nosso redor. Provocamos essa sensação pois carregamos energias que não fluem, procuramos nos afundar mais e mais no problema. Ouvimos músicas tristes, choramos e não queremos ajuda. Queremos ficar sós. Sofrer por nós mesmos. Quem disse que chorar de vez em quando não faz bem? Faz, sim. Mas assumir o posto de alvo para todas as negatividades repentinamente apenas traz prejuízos. Coloque uma música alta, animada, e dance, cante e viva, às vezes vale a pena sair do fundo do poço e ver o Sol brilhar.
Luz do Sol
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
A Leitura e sua Evolução
Testemunho
oral da palavra escrita,
A
leitura adquiriu formas ao longo da história.
Hoje
à sociedade possibilita
Uma
diversidade notória.
O
homem, desde a escrita cuneiforme,
Suas
ideias pôde registrar.
Fazendo
com que o povo se informe,
De
sua cultura milenar.
O
surgimento do nosso alfabeto,
Surgiu
de criação fenícia,
Que
lançaram com a fonética um projeto
Para
uma linguagem à sociedade propicia.
Durante
longos anos a leitura era restrita.
Sem
possibilidades de publicação.
Em
papiros havia a escrita,
Lida
oralmente à população.
No século quinze, houve progresso.
Johann Gutenberg a imprensa criou.
Do manuscrito ao
impresso,
O preço barateou.
O acesso à
literatura,
Foi assim,
ampliado.
Comédia, romance e
aventura,
Deixaram o povo
fascinado.
Invenções, análises
e descobertas,
De cientistas e
autores, o livro pôde trazer.
Conhecimento que
interesse desperta,
Possibilita-nos
aprender.
No século dezessete
surge o jornal,
Mas também a
revista.
Pela sociedade em
geral,
A novidade foi bem
vista.
Com o avanço da
tecnologia,
Surgiram novos
meios de comunicação.
A internet com
blogs, textos e poesias,
Forneceu à
literatura expansão.
E-book, livro de
bolso e digital
São as grades
novidades.
Para o agrado
mundial,
Trouxeram mais
possibilidades.
Leitura é
conhecimento,
Estimula o
raciocínio.
Também fonte de
entretenimento,
Gerando prazer e
fascínio.
Quem usufrui da
leitura,
Está um passo à
frente.
Seu futuro
assegura,
Enriquecendo sua
mente.
A leitura
Vejo-a sobre minha cabeceira
Zelando por minha atenção.
Não consigo de jeito ou maneira,
Resistir à tentação.
Conforto-me em um assento,
Já pronta para a viagem.
Minha cabeça eu não esquento,
Pois não preciso levar bagagem.
Brigas, conflitos, problemas e afins,
Dissipam-se pelos ares.
De repente uma energia vem a mim,
Trazendo de emoções, milhares.
A cada segundo que passa,
Sinto minha mente mais leve.
Não há nada no mundo que faça
Sentir-me como este poema descreve.
Atingindo a tão rara tranqüilidade,
Vejo-me curtindo esta aventura.
Que se encontra, na verdade,
Em uma encantadora leitura.
(Bárbara
Brambilla - 22/03/10 - 201)
domingo, 15 de julho de 2012
Qualidade de Vida e Satisfação Humana
Todo mundo quer ser feliz. Pesquisas relacionadas com a
qualidade de vida são realizadas a cada ano, conforme o desenvolvimento da
tecnologia e das ciências da saúde. Visível ou superficialmente as pessoas
batalham dias e noites a fim de encontrar a felicidade.
A sociedade
dividida em classes sociais financeira ou culturalmente proporcionam diferentes
alcances de qualidade de vida. Há quem se contente com o simples, o comum.
Entretanto, aqueles que provaram do melhor sentem-se insatisfeitos com o que
muitos podem considerar suficiente. Em nações pobres ou subdesenvolvidas, onde
a renda é distribuída desuniformemente, uma determinada quantia de dinheiro
pode trazer a felicidade de muitas famílias. Em contrapartida, nas
desenvolvidas pode trazer indiferença, pois pouco compra, já se tem o básico.
Portanto dinheiro pode ou não trazer felicidade e bem estar, depende do seu
fim.
Ter
qualidade de vida é estar em equilíbrio físico e mental. Ser provido de saúde,
saneamento básico, educação, emprego, conforto e alimentação. Junto a estes
meios, são necessários o desenvolvimento social baseado neles e a manutenção
dos mesmos. A partir de comodidades fornecidas pelo estado, a busca pela
felicidade requer ações próprias do indivíduo. Pequenas atitudes aplicadas no
cotidiano tais como ouvir música, ter fé, andar a pé, comer devagar, falar com
os amigos e tratar bem o próximo proporcionam harmonia mental e espiritual.
A
valorização do simples e do essencial é a base para o crescimento pessoal. Através
dela busca-se a satisfação humana dentro do contexto material e espiritual.
Portanto, as ações do ser humano são determinantes a sua própria felicidade. É preciso
saber administrá-las conhecendo-se de maneira propicia à harmonia pessoal.
Amor pela Vida
Preciosos são os acontecimentos que nos fazem parar
para refletir o valor da vida. Passamos dias e dias preocupados com mínimos
detalhes, minuciosamente buscando razões para justificar nossas falhas,
lamentando-se e reclamando por mais simples que sejam. De repente, uma situação
vem a nos surpreender. Foi o que representantes das turmas do terceiro ano do
ensino médio do Colégio São Carlos, juntamente com a professora Magda, a irmã
Selina, estudantes de Medicina e amigos, presenciaram na quinta feira do dia
22/03/12.
Jean
foi o único filho que sobreviveu ao nascimento prematuro entre as gestações de
sua mãe. Sem recursos médicos devido à distância até o hospital, nasceu com
dificuldades. Sua posição no ventre da mãe era ao contrário do que deveria
estar para a realização de um parto normal. O bebê foi retirado pelas pernas,
fazendo com que sua sensível coluna entortasse. O aperto no pescoço fez com que
tivesse falta de oxigênio, fazendo com que sua coloração ficasse próxima ao
roxo, trazendo malefícios que contribuíram para suas deficiências motoras. Foi
levado ao hospital por seu pai, e, quando encontraram um médico obstetra ou
pediatra, encaminharam-no a uma incubadora, onde residiu durante 90 dias.
Cresceu com os músculos atrofiados, limitações motoras, e sem a possibilidade
de se locomover sem auxilio. O pai faleceu quando completou oito anos. Sua mãe,
batalhadora, cuida-o com muito amor e carinho há nada menos que quarenta e
quatro anos.
Ao
visitá-lo, ele nos surpreendeu. É um rapaz inteligente, bondoso e muito sábio.
Contou-nos grandes histórias, momentos vividos por ele. Jean é alfabetizado,
leu muitas obras didáticas e literárias, usufruiu de telecursos para o
aprimoramento de seu conhecimento, escreveu sua autobiografia e aprendeu a
reconhecer suas limitações, maravilhando-se por poder estar vivo. Durante a
nossa conversa, descobrimos que seu sonho profissional era exercer a Medicina,
preferencialmente nas especializações de ginecologia ou psiquiatria analítica.
Também sonha em publicar seu valioso livro.
Disse-nos que não gostava de ser chamado de deficiente, mas sim de
limitado. Ele não tem pena de si mesmo, tem pena de quem tem pena dele. Sua
teoria é de que todos têm deficiências, sejam visíveis ou não. Podem ser
físicas, mentais, psicológicas, espirituais ou até morais. Ninguém é perfeito,
mas também não deve se lamentar.
Quando
estávamos de saída, Jean deixou-nos uma bela mensagem, agradecendo nossa visita
e ressaltando que espera que a sua existência tenha contribuído positivamente
para nosso aprimoramento educacional. Acredito que todos saíram dali com esta
certeza, comovidos pela situação e maravilhados por sua capacidade intelectual
e sabedoria. Prometemos retornar a visitá-lo, pois percebemos que no momento em
que o ajudamos, acabamos recebendo sua ajuda.
Reconhecemos o valor de estar vivo.
Problemas e Soluções

Quase sempre conseguimos arranjar
soluçãoes para os problemas dos outros, sem gerarmos tanta preocupação. Mas
quando nos voltamos aos nossos, parece que o drama é insuportável e
complicadíssimo. Mesmo que possamos aconselhar ao outro numa situação
semelhante, não conseguimos nos auto-aconselhar? Por que às vezes é tão
difícil? Simples. Acamos julgando o drama do outro de forma superficial, sem
conhecer a trajetória, as batalhas e as barreiras que ocasionaram o problema.
Dizem que a visão de um terceiro ajuda a resolver, talvez porque tudo parece
mais simples. Mas não é direito de ninguém inferiorizar ou desvalorizar o outro
sem saber o ínico, o meio e o fim da história
Assinar:
Postagens (Atom)


