Necessária ao melhor desempenho e progresso profissional, a meritocracia tem sido tópico de diversas discussões entre conselhos empresariais e núcleos escolares ao redor do mundo. Critérios avaliativos muitas vezes são confundidos pela avaliação superficial, dada pela afinidade e análise comportamental externa, junto à avaliação objetiva, devido às conquistas e cumprimento do serviço imposto à pessoa. De acordo com pesquisas, a adoção da meritocracia como estratégia de desenvolvimento tem sido realizada por multinacionais, escolas, serviços e empresas em geral.
Querer ser valorizado e reconhecido pela sua essência ou pelas suas ações é um desejo natural do ser humano. E, de acordo com a psicologia e análise sociológica, o reconhecimento leva à motivação, e consequentemente ao aprendizado e à busca por maiores conquistas e avanços. A partir do mérito, as posições hierárquicas são conquistadas com base no merecimento. Portanto, a avaliação é individual, impedindo que, em uma conquista coletiva, todos os envolvidos recebam mérito pelos esforços de apenas um ou mais participantes.
Os critérios de avaliação meritocrática variam o conceito de justiça. Por vivermos em um mundo bastante individualista e ideológico, muitos são superficialmente julgados por sua situação financeira, status social e aparência estética, recebendo mais valor mesmo tendo menos dedicação ao trabalho. A mídia junto à sociedade acaba reprimindo, ao invés de incentivando, aqueles que ambiciosamente lutam por alguma valorização.
A aplicação da meritocracia deve estar vinculada a critérios objetivos e à transparência perante ao êxito dos avaliados. Infelizmente, as influencias alheias dificultam o processo. É preciso tornar o mundo mais justo recompensando aqueles que realmente mereçam.