quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ler é crescer.

           A leitura gera conhecimento social e intelectual e, consequentemente, aumenta o desempenho das pessoas em seus empregos e em seus papeis como cidadãos. Um levantamento da Unesco, com 52 países, mostra que o Brasil tem um dos piores índices de leitura e compreensão de texto. As justificativas tomam várias formas. Tais como desinteresse, o custo e a falta de motivação.
            O ato de ler, no conceito da maioria dos brasileiros, vem como uma das últimas alternativas entre suas atividades rotineiras. Antigamente, os livros eram mais acessados como fonte de pesquisa. Com o desenvolvimento da tecnologia, a Internet tomou seu papel. Com tantos meios de entretenimento vindo das inovações tecnológicas, a leitura é deixada de lado. Apesar de haver milhares de revistas e publicações escritas, poucas vezes são lidas integralmente, com interesse e expectativa. A leitura não é vista como sinônimo de diversão, mas sim de obrigação.
            Diz-se que a educação vem de casa. Aristóteles afirma que o homem é um ser que aprende imitando. Os exemplos dos pais são fonte de formação para a criança. São muitos os argumentos que defendem que o hábito da leitura deve partir de dentro do núcleo familiar a partir da infância. Contudo, as famílias brasileiras pouco lêem. Desse modo, seus filhos não terão a ideia de que ler traz prazer, conhecimento e aprendizado. Os preços nas livrarias têm baixado nos últimos anos em virtude das tantas campanhas de incentivo a leitura e pela busca por maior acesso da população brasileira.
            É preciso levar os livros para dentro de casa, habituar-se a acessá-los com maior frequencia. Dispor de variedades dentro do contexto literário, desde jornais a best-sellers. Possibilitar maior acesso para atrair de forma mais eficaz o interesse de familiares e amigos. É necessário levar em conta a moderação diante das tecnologias como entretenimento, para assim obter atributos à cultura de diversos métodos. Ler é descobrir, viajar sem sair do lugar. Também é crescer. Assim o Brasil cresce com você.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Julgar

           Diariamente enfrentamos situações nas quais somos submetidos à curiosidade no desconhecido, uma tendência natural de acordo com a maioria dos estudiosos da psicologia humana. Ao depararmos com o novo, automaticamente criamos ideias e hipóteses superficiais sem conhecimento prévio. Julgamos o desconhecido.
            A educação recebida através da família, escola e aprendizados durante a vida compõe a visão do homem e do mundo de cada pessoa. Opiniões e conceitos são absorvidos pelas mentes através dos anos. Influências alheias estão disponíveis para personalidades em desenvolvimento, algumas são recebidas, outras rejeitadas. Contudo, formamos certo ideal de ser humano. Tendemos a buscar entre os desconhecidos alguém que se aproxime deste conceito a fim de relacionarmo-nos com o mesmo.  E, aqueles externos a nossas escolhas passam a ser desprezados ou simplesmente se evita a interação. Consciente ou inconscientemente geramos um dos problemas mais relevantes dentro do contexto social: o preconceito.
            São poucos aqueles que se prezam a ouvir, a conhecer, a arriscar a experiência com o novo. Estes preferem ler o livro antes de julgá-lo pela capa, conhecer em grande parte ou inteiramente o seu conteúdo para formar qualquer opinião e conceito em relação a ele. Apresentam compreensão, a tolerância, o humanismo e a empatia entre os princípios de sua ética. São estas as pessoas dignas de admiração e de exemplo de seres realmente humanos.
            A sociedade, ao mesmo tempo em que reconhece o preconceito e busca enfrentá-lo de diversas maneiras, comete os mesmos erros que o causam.  Costumes são difíceis de serem abandonados, está claro. Porém, esforçando-se com a motivação de tornar o convívio com o outro e as vivências melhores, agir de forma ética e consciente passa a ser hábito. Num esforço individual e brevemente coletivo, conquistaremos nossa autorrealização como pessoa e o bem viver diante aos relacionamentos sociais.