terça-feira, 20 de setembro de 2011

Julgar

           Diariamente enfrentamos situações nas quais somos submetidos à curiosidade no desconhecido, uma tendência natural de acordo com a maioria dos estudiosos da psicologia humana. Ao depararmos com o novo, automaticamente criamos ideias e hipóteses superficiais sem conhecimento prévio. Julgamos o desconhecido.
            A educação recebida através da família, escola e aprendizados durante a vida compõe a visão do homem e do mundo de cada pessoa. Opiniões e conceitos são absorvidos pelas mentes através dos anos. Influências alheias estão disponíveis para personalidades em desenvolvimento, algumas são recebidas, outras rejeitadas. Contudo, formamos certo ideal de ser humano. Tendemos a buscar entre os desconhecidos alguém que se aproxime deste conceito a fim de relacionarmo-nos com o mesmo.  E, aqueles externos a nossas escolhas passam a ser desprezados ou simplesmente se evita a interação. Consciente ou inconscientemente geramos um dos problemas mais relevantes dentro do contexto social: o preconceito.
            São poucos aqueles que se prezam a ouvir, a conhecer, a arriscar a experiência com o novo. Estes preferem ler o livro antes de julgá-lo pela capa, conhecer em grande parte ou inteiramente o seu conteúdo para formar qualquer opinião e conceito em relação a ele. Apresentam compreensão, a tolerância, o humanismo e a empatia entre os princípios de sua ética. São estas as pessoas dignas de admiração e de exemplo de seres realmente humanos.
            A sociedade, ao mesmo tempo em que reconhece o preconceito e busca enfrentá-lo de diversas maneiras, comete os mesmos erros que o causam.  Costumes são difíceis de serem abandonados, está claro. Porém, esforçando-se com a motivação de tornar o convívio com o outro e as vivências melhores, agir de forma ética e consciente passa a ser hábito. Num esforço individual e brevemente coletivo, conquistaremos nossa autorrealização como pessoa e o bem viver diante aos relacionamentos sociais.

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